quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

E se você trouxer o seu lar...

Eu vou cuidar... eu cuidarei muito bem dele!

Eu vou cuidar do seu jardim!

Eu vou cuidar... eu cuidarei muito bem dele!
Eu vou cuidar!!!

Eu cuidarei do seu jantar...

Do céu e do mar...
E de você e de mim!!!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O que você fez com as flores que te dei?

Quando a gente gosta de alguém a gente oferece o
melhor que se tem. Escolhe as mais lindas flores do íntimo jardim e oferece a quem gosta. A gente é assim. Todo mundo é assim.



Neste mundo de hoje, gostar de alguém de verdade, e ter alguém que goste da gente, com a simplicidade e a generosidade que só o amor tem, não é impossível, mas está cada vez mais difícil.
Primeiro porque nada mais é simples. A beleza está cada vez mais sofisticada e... DISPONÍVEL. Estamos na era da beleza a granel, em que a oferta é tanta que, o fácil é não prestar a atenção necessária em alguém que realmente merece atenção.

Não devemos dizer que "nem tudo o que é bonito por fora, também é bonito por dentro", eis uma máxima superada, e quando usada sem critérios pode excluir injustamente pessoas que lindas por fora, são, ainda, mais lindas por dentro. Parabéns ao externamente belo, que assim, lindo, continue a ser.
O desconforto está em superelevar a beleza externa, de modo que todo mundo está mais preocupado com o seu rótulo e com o rótulo dos outros do que com o conteúdo. Aqui, vejo o elemento indigesto de nossa vida atual.
E assim... nesta situação onde todo mundo quer o bônus do conteúdo, mas só observa e oferece um belo rótulo... vejo que, não é o conteúdo que está em falta... acho mesmo é que ele não tem mais espaço para se revelar e, fora, sobreviver.

E agora? O que é que eu faço com as flores que colhi
do melhor que há em mim?

Toda pessoa cultiva dentro de si um jardim. E um dia, as vezes, esta pessoa escolhe alguém para oferecer as melhores e mais lindas flores que tem em si. O triste é quando este gesto, tão simples e tão precioso, é desprezado. Ai, o coração dói... uma dor quase desumana... uma dor no coração que, de tão física, parece rasgar o peito com um punhal. (Parece exagero né? Mas quem já viveu isso sabe que é exatamente assim). É a dor emocional que a gente sente, literalmente, na pele.


Quem é que perde neste jogo?


No jogo, onde nada se disputa e apenas se espera compartilhar o que a vida de melhor pode oferecer, quem perde não é só quem não quer jogar, é também quem está na expectativa do jogo. Todo mundo sai perdendo. É por isso que tem tanta gente perdida... porque, parece que ninguém entende que quando a gente fecha os olhos para o essencial... a gente tá perdendo algo muito importante... e pior, assim... a gente tá colaborando para que o essencial se perca na outra pessoa.


Aí é que eu te pergunto... neste mundo de falsas belezas... o que foi que você fez com as flores que te dei?






domingo, 29 de julho de 2007

O ônus da advocacia (comentário I)




Quase 20h do domingo, um vento frio lá fora, e eu aqui no escritório... trabalhando. Quase exausta, de tanto ler, pensar, analisar documentos, escrever. Mais de 10h horas ininterruptas de trabalho no domingo... se fosse vínculo empregatício esse labor extraordinário me geraria horas extras num percentual de 100% pagas em triplo (dia de trabalho+adicional+DSR)... mas como sou escrava de mim mesma... não há de quem cobrar... rs


Advogar é para quem realmente gosta e está disposto a dedicar-se a resolver os problemas alheios em detrimento de horas e horas preciosíssimas de sua própria vida. Não há o que reclamar, ou se faz isso, ou não se faz um bom trabalho.


Nós, advogados, estamos adstritos à cumprir prazos que devem ser respeitados para que não prejudiquemos os direitos de nossos clientes.


Dentre as características de nosso ofício, o maior ônus suportado está nas horas de nossas vidas que temos que dedicar integralmente ao estudo das causas jurídicas que defendemos.


Eis um dos ônus da advocacia. Aos colegas de profissão digo que devemos ser os primeiros a valorizar nossa profissão. Não devemos reclamar do peso de nossas responsabilidades, devemos sim saber dizer as pessoas o quanto vale o nosso tempo e a nossa capacidade de defender os seus interesses. Assim, advogar será sempre um prazer, por mais que as vezes nos leve tão próximos ao estado de estafa! rs


Paula Caldovino

sábado, 28 de julho de 2007

...o tempo, a oportunidade do amor e o rumo da vida...



Sábado de julho, lá fora o sereno e o tempo nublado formam o cenário desta tarde de inverno. Eu, aqui dentro do escritório, trabalhando neste sábado frio, distraio-me uns instantes para postar a mensagem inaugural do meu blog.
Vou falar sobre estas três entidades que me encantam: o tempo, a oportunidade do amor e o rumo da vida.

Tem gente que acredita em destino, tem gente que acredita em acaso, tem gente que acredita em fazer acontecer; e eu, como não poderia deixar de ser, acredito nestas três coisas, cada uma com suas devidas peculiaridades e reservas. Nem tudo é obra do destino, nem tudo é obra do acaso, nem tudo se pode fazer acontecer. Acredito que a vida na verdade é um pouco de tudo isso.

É possível que o destino nos reserve uma oportunidade, de outro modo pode ser que por acaso nos deparemos com uma oportunidade e ainda, se a oportunidade não existe, é possível criá-la.
Independente de como uma oportunidade possa surgir, uma coisa é certa, ela possui um tempo para existir e o seu desfrute, ou não, poderão mudar completamente o rumo de nossas vidas.
Dentre tantas oportunidades que a vida nos ofereçe, a mais gostosa, linda e plena, é com certeza a oportunidade do amor. De viver um amor.

Para o nosso penar, a oportunidade do amor, salvo em casos excepcionais, não acontece em cenários simples e de fácil compreensão e adaptação. O amor, revestido da oportunidade de amar, na maioria das vezes, surge em meio a situações difíceis de se controlar e até mesmo de entender e aceitar. E, é justamente aí que, com medo da mudança, com medo de encarar os obstáculos, duvidando de sua existência, perdemos a verdadeira oportunidade do amor que a vida nos está oferecendo.

Na mente de cada pessoa existe um modelo de amor. No amor, este modelo não existe. Quando o amor acontece, ele não chega em hora marcada, ele não tem forma inicial definida. O amor, quando chega de verdade, não obedece aos padrões comuns de ética, moral, beleza, tempo e intensidade. Nada do que pensamos do amor como ideal acontece.

Quantas são as histórias de vida, em que, quase ao fim da última gota de esperança, eis que surgiu o amor da quase falta de fé. Incandescente. Forte, vigoroso. Contrariando tudo o que se pensava, quebrando dogmas, paradigmas. Eis que surge o amor e tudo inova. Revoluciona.

O amor tem sua própria ética, sua própria moral. Beleza, tempo e intensidade próprios.

O verdadeiro amor, entre um homem e uma mulher, pode surgir em circunstâncias moralmente reprováveis para a sociedade. Porém, dentro de sua própria moral, o amor - por ser o que é, absoluto e pleno - encontra sua dignidade.

Um amor não deixa de ser digno se surge em uma situação não aceita pelos padrões da sociedade. Porque, sendo amor, ele por si só, tem natureza digna.

O amor não tem forma certa, ele é o que é. Às vezes surge no fim, às vezes no meio, às vezes no início, como se acha que deve ser. Não importa como, mas quando ele surgir temos que estar atentos para que ele não passe do seu próprio tempo.

A oportunidade do amor tem um tempo... que começa a se expirar tão logo se inicia.

Viver o amor, ao seu tempo, com ou sem adversidades, mas ao seu tempo, dá à vida o sabor e a significação que toda pessoa, ao final de sua passagem pela Terra, espera ter um dia experimentado.
O que não se deve é morrer sem amar, é morrer de amor sem efetivamente experimentá-lo, é passar a vida na vontade...
No mais... que o amor mate de tanto amar àqueles que o identificam a seu tempo, o exploram e o vivem intensamente... depois de tanto viver... morrer não é o fim... passa a ser um mero detalhe... a que todos estão predestinados.
No meu PONTO DE VISTA, acredito que a oportunidade do amor deve ser vivida em seu tempo real, com intensidade e liberdade, para que esta experiência proporcione a nossas vidas o rumo da verdadeira felicidade.
Mas tudo isso só vale, se for realmente amor. E podem me questionar, e até eu me questiono: COMO SABEREI SE É REALMENTE AMOR???

Só encontrei uma resposta, se alguém souber de outra me diga, por favor.
O amor, embora incondicional, nunca poderá ser unilateral. O amor é bilateral. A oportunidade do amor não acontece só para um amante... acontece para os dois, ao mesmo tempo.
E quanto a isso não há dúvidas... as circunstâncias falam por si só... só os amantes sabem como a mente, o coração e o corpo reagem quando a vida os coloca um diante do outro.

Não é só o meu olhar que brilha quando vejo a pessoa que amo. O seu olhar também brilha quando ele me vê.

É mágico assim mesmo. É mútuo. Interage. Não deixa dúvidas. As dúvidas surgem não do que se sente, mas da ocasião em que o verdadeiro amor chega, as vezes não estamos "preparados", as vezes estávamos seguindo um rumo extremamente diferente... aí surge o amor e com ele aparecem as dúvidas advindas do medo dos riscos e da mudança.

Mas o amor muda tudo mesmo. Ele tem que mudar. É por isso que ele surge, para dar um rumo melhor a nossas vida, para trazer luz e alegria aos nossos dias.
Há algum tempo deixei de buscar, porque sei que, pelo seu poder, o amor nos encontra, então comecei a me preparar, porque quando o amor chegar não posso estar de mãos vazias, assim, ele saberá que eu estava a sua espera, e se sentirá bem-vindo.

Paula Caldovino